Introdução
A oferta do Mestrado Profissional em Astronomia na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) parte do conhecimento de que os conceitos de Astronomia que devem ser tratados em sala de aula não são de completo domínio por parte dos professores visto que os mesmos não foram devidamente trabalhados ao longo de suas formações acadêmicas. Desse modo, consiste em explorar tanto as características interdisciplinares que esta ciência possui, quanto a flexibilidade que a mesma apresenta em questões relativas as ações de ensino, pesquisa e extensão universitária, ora desenvolvidas e consolidadas na UEFS. Portanto, o objetivo é oportunizar à dinâmica que existe na Astronomia aos professores dos diferentes níveis de ensino, permitindo assim que os mesmos identifiquem a interdisciplinaridade existente e que busquem a melhor formação pós-graduada para o desenvolvimento das suas atividades nas linhas ofertadas ao longo da tríade ensino, pesquisa ou extensão universitária.
Finalmente, este Mestrado é fruto de ações que buscam consolidar o ensino, a pesquisa e a extensão universitária em Astronomia, desenvolvidas de maneira planejada e objetiva pelos professores desta área do conhecimento, quer seja no Observatório Astronômico Antares/UEFS ou no Departamento de Física/UEFS.
Em que consiste o Mestrado Profissional em Astronomia
O curso de Mestrado Profissional em Astronomia trata essencialmente do aprofundamento e integração da tríade ensino, pesquisa e extensão universitária, pautadas nos saberes disciplinar: o que ensinar e como ensinar. O mesmo deve concentrar-se na ampliação da base conceitual dos professores e profissionais de Centros e Museus de Ciência, introduzindo novas idéias e formulações, e apresentando temas correntes da Astronomia para a atualização científica.
Serão fornecidos aos futuros mestres os elementos necessários para que estes desenvolvam uma visão sólida e abrangente da Astronomia, inclusive de sua história observacional e instrumental, que lhes permitam trabalhar de maneira abrangente os diversos conhecimentos em sala de aula.
Para que isto se concretize é necessário que o curso de Mestrado Profissional em Astronomia tenha disciplinas obrigatórias que superem amplamente os conteúdos de Astronomia ministrados atualmente nas licenciaturas (quando presentes na Matriz Curricular), aproximando-se do que é tratado nos cursos de bacharelado (sem excessos de “treinamento operacional”). Também são necessárias disciplinas que relacionem estes conteúdos específicos com o conhecimento produzido nas áreas de pesquisa e de divulgação científica. O desenvolvimento e uso de material instrucional – observações, demonstrações, experimentos de laboratório, textos, vídeos, simulações computacionais, etc. – será tratado principalmente em disciplinas optativas, que devem aproveitar a experiência dos docentes do curso na produção de material didático. Disciplinas optativas também devem ser utilizadas para, de acordo com os interesses do mestrando e do orientador, abordar de forma aprofundada tópicos que o permitirão enriquecer a temática de trabalho proposta para o Trabalho de Conclusão Final do Curso (TFC – Dissertação e Produto Educacional – encartado).
As considerações acima devem ser compatibilizadas com o tempo de duração do curso de Mestrado Profissional em Astronomia, previsto para 24 meses, com 6 (seis) meses para o devido fechamento do trabalho acadêmico, caso necessário. A proposta de curso incorpora, a partir de 2017, 7 disciplinas obrigatórias, cada uma correspondendo a 3 (três) créditos, ou seja, 45h (3 horas de aula semanais durante 15 semanas). O curso se completa com mais 3 (quatro) disciplinas optativas de 30h (2h semanais). Faz parte do currículo 2 outras disciplinas: Seminários Atualizadores (75% de presença nos seminários ofertados) e 3 Seminários de Qualificação: 1. entrega do Projeto de TFC (6 meses depois da matrícula); 2. Apresentação do desenvolvimento do TFC (1 ano depois da matrícula); 3. Pré-Defesa (1ano e 6 meses depois da matrícula).
Selo INCT
O selo INCT identifica os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, redes de pesquisa de elite financiadas pelo CNPq e parceiros (como FAPs, FINEP). Ele certifica projetos de ponta, de longo prazo, com foco em áreas estratégicas, inovação tecnológica, formação de recursos humanos e transferência de conhecimento para a sociedade.
